{"id":25219,"date":"2023-11-24T17:22:28","date_gmt":"2023-11-24T17:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/?p=25219"},"modified":"2024-05-22T15:03:23","modified_gmt":"2024-05-22T15:03:23","slug":"21-dias-de-ativismo-a-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/21-dias-de-ativismo-a-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"21 dias de ativismo: a luta pelo fim da viol\u00eancia contra a mulher"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\">Campanha criada pela ONU tem participa\u00e7\u00e3o de entidades em mais de 150 pa\u00edses, entre elas a CUT<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share dd-m-share--mobile-fixed\">\n<div class=\"dd-m-icon__group-icons\">\n<p>Come\u00e7ou no dia 20 de novembro, dia da Consci\u00eancia Negra, a campanha \u201c21 dias de Ativismo pelo Fim da Viol\u00eancia Contra a Mulher\u201d, promovida em n\u00edvel mundial pela Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para dar visibilidade ao permanente combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres. No Brasil, a mobiliza\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio no dia da Consci\u00eancia Negra porque \u00e9 esta a camada da popula\u00e7\u00e3o \u2013 em especial as mulheres negras \u2013 mais vitimada pelas diversas formas de agress\u00e3o. Veja os dados abaixo.<\/p>\n<p>Com a participa\u00e7\u00e3o da CUT, a campanha \u00e9 realizada por meio de diversas atividades como oficinas, debates e mobiliza\u00e7\u00f5es com objetivo de chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade para esta realidade e cobrar de governos a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas, nas mais diversas \u00e1reas como sa\u00fade e seguran\u00e7a, que possam promover maior prote\u00e7\u00e3o e acolhimento das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da CUT e entidades do movimento sindical, o Congresso Nacional, por meio da Secretaria da Mulher da C\u00e2mara dos Deputados, da Procuradoria Especial da Mulher do Senado e da Lideran\u00e7a da Bancada Feminina do Senado, tamb\u00e9m participa das atividades.<\/p>\n<p>No dia 25, as estaduais e sindicatos filiados \u00e0 CUT realizar\u00e3o atos em locais p\u00fablicos, locais de trabalho, bem como di\u00e1logo com a sociedade no sentido de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a condi\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o vivida pela mulher em nossa sociedade.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s orientamos as entidades filiadas por meio de nosso coletivo de mulheres da CUT pela realiza\u00e7\u00e3o desses atos que ser\u00e3o locais e organizados pelas CUTs estaduais, sindicatos, federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es ligadas a CUT. O foco \u00e9 dialogar com as trabalhadoras e a sociedade quais s\u00e3o os tipos de viol\u00eancia, como acontecem e, principalmente, como combater essa situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz a secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino.<\/p>\n<p>Ela cita, entre outros, o pr\u00f3prio disque 180. A Central de Atendimento \u00e0 Mulher presta escuta e acolhimento especializado \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, encaminhando os casos para os \u00f3rg\u00e3os competentes. \u201cE deve ser utilizado n\u00e3o s\u00f3 pelas v\u00edtimas por todas e todos que presenciam ou t\u00eam conhecimento de casos assim\u201d, complementa a dirigente.<\/p>\n<p>O envolvimento do conjunto da sociedade na luta pelo fim da viol\u00eancia \u00e9 central para a campanha \u201c21 Dias de Ativismo pelo Fim da Viol\u00eancia contra as Mulheres\u201d. Ela \u00e9 realizada todos os anos em mais de 150 pa\u00edses. A mobiliza\u00e7\u00e3o envolve, al\u00e9m do poder p\u00fablico, os mais diversos setores da sociedade civil.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>A CUT abra\u00e7a essa campanha, porque faz parte de seus princ\u00edpios e da sua atua\u00e7\u00e3o desde sua funda\u00e7\u00e3o combater todos os tipos de viol\u00eancia dentro e fora dos locais de trabalho<\/p>\n<footer>&#8211; Amanda Corcino<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p><strong>21 dias<\/strong><\/p>\n<p>O per\u00edodo compreende as seguintes datas:<\/p>\n<ul>\n<li>20 de novembro \u2013 Dia da Consci\u00eancia Negra (in\u00edcio da campanha no Brasil);<\/li>\n<li>25 de novembro \u2013 Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra as Mulheres;<\/li>\n<li>29 de novembro \u2013 Dia Internacional dos Defensores dos Direitos da Mulher;<\/li>\n<li>1\u00ba de dezembro \u2013 Dia Mundial de Combate \u00e0 Aids;<\/li>\n<li>3 de dezembro \u2013 Dia Internacional das Pessoas com Defici\u00eancia;<\/li>\n<li>6 de dezembro \u2013 Dia dos Homens pelo Fim da Viol\u00eancia contra as Mulheres (campanha do La\u00e7o Branco);<\/li>\n<li>10 de dezembro \u2013 Dia Internacional dos Direitos Humanos e encerramento oficial da campanha.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>25 de novembro<\/strong><\/p>\n<p>A data, marcada como o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Viol\u00eancia contra a Mulher, foi escolhida para lembrar as irm\u00e3s Mirabal (P\u00e1tria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Le\u00f4nidas Trujillo na Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra a Mulher.<\/p>\n<p><strong>Casos de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os dados do Anu\u00e1rio do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, houve um aumento no n\u00famero de casos de viol\u00eancia contra a mulher, crian\u00e7as e adolescentes de 2021 para 2022, ano em que foram registrados 1.437 casos de femin\u00edcidio, um aumento de 6,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.\u00a0<strong>Desse total, 61,1% das v\u00edtimas s\u00e3o mulheres negras.<\/strong><\/p>\n<p>As tentativas de femin\u00edcidio tamb\u00e9m subiram. Em 2021 foram 2.181 casos registrados. Em 2022, o total foi de 2.563, aumento de 16,9%. Se todos as tentativas se consumassem, o n\u00famero de mulheres mortas no ano passado seria de 4 mil.<\/p>\n<p>Outros dados mostram que a viol\u00eancia dom\u00e9stica continua crescendo. Passou de 237.596 para 245.713 casos registrados.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es pelo fim da viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s um per\u00edodo sombrio da hist\u00f3ria do Brasil, com um governo de extrema direita difundindo discursos de \u00f3dio contra popula\u00e7\u00f5es minorizadas pela sociedade, entre elas, as mulheres, o pa\u00eds deu in\u00edcio a um processo de reconstru\u00e7\u00e3o, com a elei\u00e7\u00e3o de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n<p>Amanda lembra que, inegavelmente, foi durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff que mais avan\u00e7os foram conquistados em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o somente pela elimina\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher, mas tamb\u00e9m pelo empoderamento delas na sociedade.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s o que vivemos nos \u00faltimos anos no pais, com toda a misoginia que vinha sendo exacerbada e promovida pelos setores mais conservadores e radicais da sociedade, com o aval e incentivo do ex-governo, hoje temos uma outra perspectiva \u2013 a de um governo que valoriza as mulheres e tem elas no centro de suas pol\u00edticas\u201d, observa Amanda Corcino.<\/p>\n<p><strong>Legado de Lula e Dilma e destrui\u00e7\u00e3o dos governos de direita<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 no primeiro ano do governo Lula em 2003, a Secretaria de Estado dos Direitos da Mulher foi desvinculada do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e transformada na Secretaria Especial de Pol\u00edticas para as Mulheres (SPM), que em 2010 ganhou um importante status de minist\u00e9rio, para a defesa dos direitos das mulheres.<\/p>\n<p>Em 2006, foi aprovada a Lei da Maria da Penha. Foi a primeira vez que um projeto especialmente voltado para a viol\u00eancia contra a mulher endurecia a pena para esse tipo de crime.<\/p>\n<p>Em 2015, Dilma Rousseff incorporou o Minist\u00e9rio das Mulheres ao o Minist\u00e9rio da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (MMIRDH), ampliando a atua\u00e7\u00e3o das pastas. No entanto, oum dos primeiros atos do golpista Michel Temer (MDB), em 2017 foi extinguir secretarias, com poder de minist\u00e9rio, entre elas as das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>As atribui\u00e7\u00f5es dessas pastas passaram a ser vinculadas ao minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. O resultado foi um corte dr\u00e1stico de recursos para o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia. Como exemplo, em 2018, o item \u201cIncentivo a Pol\u00edticas de Autonomia das Mulheres\u201d do or\u00e7amento federal caiu quase 63%, e a \u201cPromo\u00e7\u00e3o de Pol\u00edticas de Igualdade e de Direitos das Mulheres\u201d, 33%.<\/p>\n<p>Ainda na linha do tempo, em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criou o minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos, cuja atua\u00e7\u00e3o nada trouxe de avan\u00e7os paras mulheres. Ao contr\u00e1rio, manteve o vi\u00e9s conservador e extremista caracter\u00edstico da gest\u00e3o passada. Assim como no governo anterior, mecanismos p\u00fablicos de defesa da mulher foram sucateados e recursos tamb\u00e9m reduzidos. Nesse per\u00edodo, de 2019 a 2022, os n\u00fameros da viol\u00eancia contra a mulher saltaram vertiginosamente.<\/p>\n<p>Agora, em 2023, ap\u00f3s Lula criar o Minist\u00e9rio das Mulheres, uma das primeiras a\u00e7\u00f5es do governo foi o<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/8m2023-politicas-publicas-promovidas-pelo-governo-lula-mostram-respeito-as-mulhe-a03d#:~:text=%2D%20Outros%20decretos%20assinados%20assinados%20por,para%20garantir%20direito%20%C3%A0s%20gestantes.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0pacote de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 mulher<\/a>\u00a0que inclui a\u00e7\u00f5es para garantir sal\u00e1rios iguais para homes e mulheres que exercem a mesma fun\u00e7\u00e3o at\u00e9 medidas para ampliar o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres. Veja algumas das a\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>Conven\u00e7\u00e3o 190<\/strong><\/p>\n<p>Uma das medidas do pacote, que dialoga diretamente com o combate \u00e0 viol\u00eancia \u00e9 a ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o 190, que busca eliminar a viol\u00eancia e o ass\u00e9dio no mundo do trabalho.<\/p>\n<p>A conven\u00e7\u00e3o busca ampliar os conceitos relacionados \u00e0 viol\u00eancia e ao ass\u00e9dio no trabalho, apontar o papel dos empregadores na preven\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o desses problemas e estabelecer medidas pr\u00e1ticas para lidar com casos de viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a ratifica\u00e7\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o 190, mais a\u00e7\u00f5es concretas podem ser realizadas para garantir um ambiente de trabalho livre de viol\u00eancia e ass\u00e9dio, contribuindo para a promo\u00e7\u00e3o da igualdade e do respeito aos direitos humanos no mundo do trabalho.<\/p>\n<p><strong>Conven\u00e7\u00e3o 156<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m encaminhada ao Congresso, a ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o 156 da OIT, que trata da igualdade salarial entre homens em mulheres exercendo os mesmos cargos, \u00e9 uma luta hist\u00f3rica da CUT. Ap\u00f3s passar pelo Legislativo, a proposta foi sancionada como Lei n\u00b0 14.611\/2023 no dia 3 de junho.<\/p>\n<p>Atualmente, o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) do Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens tem se reunido para avan\u00e7ar na agenda de implementa\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n<p>A Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) j\u00e1 prev\u00ea que mulheres e homens que exer\u00e7am a mesma fun\u00e7\u00e3o tenham equipara\u00e7\u00e3o salarial. Entretanto, o Brasil segue como um pa\u00eds com grande diferen\u00e7a remunerat\u00f3ria entre g\u00eaneros.<\/p>\n<p>Ao todos, foram 25 medidas anunciadas que tem se configuram como importante instrumento de combate \u00e0 misoginia, ao machismo e, em especial, protegem a mulher<\/p>\n<p><strong>Campanha Brasil sem misoginia<\/strong><\/p>\n<p>Em outubro, foi lan\u00e7ada a campanha Brasil sem Misoginia, uma proposta de mobiliza\u00e7\u00e3o nacional de todos os setores brasileiros \u2014 governos, empresas, sociedade civil, ONGs, movimentos sociais, entidades, institui\u00e7\u00f5es de ensino, torcidas organizadas, times de futebol, grupos religiosos, artistas, entre outros, com o objetivo de enfrentar a misoginia, o \u00f3dio e todas as formas de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o contra as mulheres.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma iniciativa que a gente come\u00e7ou a estudar e pensar logo no in\u00edcio, quando tomamos posse no governo. Existe uma demanda. Aumentou o n\u00famero de feminic\u00eddios, de viol\u00eancia sexual, de todas as formas de viol\u00eancia. A gente foi estudar qual a grande causa desse aumento t\u00e3o disperso e diverso efetivamente. Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que \u00e9 a misoginia, \u00e9 o \u00f3dio contra as mulheres. \u00c9 isso que leva a todas as formas de viol\u00eancia\u201d, afirmou, \u00e0 \u00e9poca, a ministra das Mulheres do Governo Federal, Cida Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 misoginia?<\/strong><\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o mais comum para o termo misoginia \u00e9 o \u00e9 o \u00f3dio e avers\u00e3o \u00e0s mulheres. Mas \u00e9 preciso observar que ela se apresenta de v\u00e1rias formas \u2013 o desprezo, o desrespeito, o menosprezo, al\u00e9m da viol\u00eancia e objetifica\u00e7\u00e3o do corpo da mulher. Isso significa a sexualiza\u00e7\u00e3o do corpo feminismo.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 feminicidio?<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de um crime de \u00f3dio baseado no g\u00eanero, amplamente definido como o assassinato de mulheres. \u00c9 a inten\u00e7\u00e3o ou o prop\u00f3sito do ato que est\u00e1 sendo dirigido \u00e0s mulheres especificamente porque s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p><strong>Tipos de viol\u00eancia contra a mulher s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Viol\u00eancia f\u00edsica<\/strong>: qualquer ato que ofenda a integridade do corpo da mulher&gt; S\u00e3o os tapas, os socos, os empurr\u00f5es, pegar pelo bra\u00e7o ou outras partes do corpo, de maneira a coagir a v\u00edtima, entre v\u00e1rias outras formas.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia emocional<\/strong>: qualquer ato que cause dano emocional \u00e0 mulher. \u00c9 a ofensa, o grito, a forma autorit\u00e1ria e agressiva de di\u00e1logo. Mas \u00e9 tamb\u00e9m a humilha\u00e7\u00e3o, o desprezo, o descr\u00e9dito de sua palavra.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia sexual<\/strong>: condutas que forcem a mulher a manter atos sexuais sem consentimento ou desejo, entre eles o pr\u00f3prio ato sexual. Acontece mediante intimida\u00e7\u00e3o, chantagem, etc. Engloba tamb\u00e9m a pr\u00e1tica do ato sexual sem ela poder fazer o uso de m\u00e9todos contraceptivos ou preservativos.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia patrimonial:<\/strong>\u00a0\u00e9 quando o agressor confisca, ret\u00e9m, ou pro\u00edbe a mulher de usar seus objetos pessoais, instrumentos de trabalho e at\u00e9 cart\u00f5es de cr\u00e9dito e documentos. Inclui-se cercear a mulher de ter dom\u00ednio de seu pr\u00f3prio patrim\u00f4nio financeiro, ou seja, o seu dinheiro.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia moral<\/strong>: \u00e9 a cal\u00fania, a difama\u00e7\u00e3o, a inj\u00faria.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Mulheres com defici\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra a mulher atinge pessoas de todas as idades, ra\u00e7as, n\u00edveis sociais, etnias e atinge tamb\u00e9m as mulheres com defici\u00eancia. Desde 2019, a Lei 13.836 obriga a informa\u00e7\u00e3o dessa condi\u00e7\u00e3o da v\u00edtima nos boletins de ocorr\u00eancia. E isso agrava a pena do agressor.<\/p>\n<p><strong>1\u00b0 de dezembro<\/strong><\/p>\n<p>Historicamente, o n\u00famero de casos de HIV\/Aids \u00e9 maior entre os homens. Mas trata-se de um v\u00edrus que n\u00e3o escolhe g\u00eanero, ra\u00e7a, idade nem etnia. As mulheres est\u00e3o igualmente ou at\u00e9 mais vulner\u00e1veis que os homens, justamente pelo fator \u2018viol\u00eancia\u2019. Cerca de 89% das v\u00edtimas de estupro s\u00e3o as mulheres.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, considerados os modos de viol\u00eancia contra a mulher, em especial a viol\u00eancia sexual praticada por parceiros que for\u00e7am \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sem o uso de preservativos, o risco para elas se torna potencial.<\/p>\n<p>No Brasil, de 1980 at\u00e9 junho de 2022, segundo dados do Boletim Epidemiol\u00f3gico HIV\/Aids do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foram detectados 1.088.536 casos de aids.<\/p>\n<p>Em 2021, foram registrados 35.246 casos de aids. O n\u00famero de casos de aids em homens e mulheres foi de 25 homens para cada dez mulheres.<\/p>\n<p>Por ser a mulher vulner\u00e1vel a infec\u00e7\u00e3o por conta da viol\u00eancia, o dia 1\u00ba de Dezembro tamb\u00e9m faz parte dos 21 dias de ativismo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/21-dias-de-ativismo-a-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-a-mulher-8d62\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/21-dias-de-ativismo-a-luta-pelo-fim-da-violencia-contra-a-mulher-8d62<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha criada pela ONU tem participa\u00e7\u00e3o de entidades em mais de 150 pa\u00edses, entre elas a CUT Come\u00e7ou no dia 20 de novembro, dia da Consci\u00eancia Negra, a campanha \u201c21 dias de Ativismo pelo Fim da Viol\u00eancia Contra a Mulher\u201d, promovida em n\u00edvel mundial pela Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para dar visibilidade ao permanente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25480,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":{"0":"post-25219","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25219"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25219\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25481,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25219\/revisions\/25481"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}