{"id":26060,"date":"2025-05-23T14:03:24","date_gmt":"2025-05-23T14:03:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/?p=26060"},"modified":"2025-05-23T14:03:34","modified_gmt":"2025-05-23T14:03:34","slug":"racismo-impacta-profundamente-a-saude-mental-de-pessoas-negras-diz-psicanalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/racismo-impacta-profundamente-a-saude-mental-de-pessoas-negras-diz-psicanalista\/","title":{"rendered":"Racismo impacta profundamente a sa\u00fade mental de pessoas negras, diz psicanalista"},"content":{"rendered":"\n<p>A psic\u00f3loga e psicanalista Maria L\u00facia da Silva explica como o racismo tem impactado a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra, gerando sofrimentos, depress\u00e3o, ansiedade e abalos psicol\u00f3gicos<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, casos de racismo e o acirramento de discurso de \u00f3dio reacenderam o debate sobre a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil e no mundo. Os epis\u00f3dios de discrimina\u00e7\u00e3o racial contra uma estudante de 15 anos do Col\u00e9gio Mackenzie, em Higien\u00f3polis, bairro nobre de S\u00e3o Paulo, e contra a trabalhadora Gabriella Barros, de 21 anos deram ainda mais relev\u00e2ncia ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas de maio, uma aluna do Col\u00e9gio Mackenzie foi encontrada desacordada no banheiro do col\u00e9gio ap\u00f3s sofrer ataques racistas e bullying por colegas desde o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta semana, Gabriela Barros foi \u00e0s&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DJt945XOsYj\/?igsh=MXhzbTgyZTR4dnV2OA%3D%3D\">redes sociais para denunciar<\/a>&nbsp;o racismo sofrido dentro da empresa em que trabalhava por usar tran\u00e7as no cabelo. Ela foi demitida por sua chefe, que afirmou ser \u201cregra da empresa\u201d n\u00e3o permitir tran\u00e7as. Gabriela entrou com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a do Trabalho de Alagoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao&nbsp;<strong><em>Portal CUT<\/em><\/strong>, a psic\u00f3loga e psicanalista Maria L\u00facia da Silva, avalia a forma como o racismo tem impactado a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra, gerando sofrimentos como abalos psicol\u00f3gicos, estresse cr\u00f4nico, vulnerabilidade emocional, ansiedade, depress\u00e3o e s\u00edndrome do p\u00e2nico. (<em>Leia integra da entrevista abaixo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o \u00edndice de suic\u00eddio entre adolescentes e jovens negros no Brasil \u00e9 45% maior do que entre brancos. O levantamento aponta ainda que o risco aumentou 12% entre a popula\u00e7\u00e3o negra, nos \u00faltimos anos e permaneceu est\u00e1vel entre brancos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas negras de 10 a 29 anos s\u00e3o que mais sofre, principalmente os do sexo masculino, cuja a chance \u00e9 50% maior de tirar a vida do que brancos da mesma faixa et\u00e1ria. Os dados s\u00e3o preocupantes e chamam a aten\u00e7\u00e3o, mas qual seria a principal causa e porque as pessoas negras s\u00e3o mais vulner\u00e1veis?<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista a seguir, Maria L\u00facia, que tamb\u00e9m \u00e9 cofundadora e integrante do AMMA Psique e Negritude: Pesquisa, Forma\u00e7\u00e3o e Refer\u00eancia em Rela\u00e7\u00f5es Raciais e da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Psic\u00f3logas Negras e Pesquisadoras, responde essas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira abaixo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Os epis\u00f3dios recentes de racismo como o da aluna do Col\u00e9gio Mackenzie, encontrada desacordada no banheiro, levantaram o debate sobre o adoecimento da popula\u00e7\u00e3o negra diante de casos de discrimina\u00e7\u00e3o. Como o racismo estrutural afeta a sa\u00fade mental de pessoas negras?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: O racismo estrutural atravessa todos os aspectos da vida social \u2014 da moradia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade \u00e0 justi\u00e7a, como dizer que estamos &#8211; e imp\u00f5e uma carga constante de estresse ps\u00edquico \u00e0s pessoas negras. N\u00e3o se trata apenas de epis\u00f3dios isolados de discrimina\u00e7\u00e3o, mas de um modo cont\u00ednuo de existir em uma sociedade que nega humanidade, voz e pertencimento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O sujeito negro \u00e9 muitas vezes interpelado n\u00e3o como sujeito de desejo, mas como objeto de proje\u00e7\u00f5es coloniais e violentas, o que gera marcas ps\u00edquicas profundas, vividas como humilha\u00e7\u00e3o, silenciamento, hipervigil\u00e2ncia e medo. A sa\u00fade mental, nesse contexto, n\u00e3o pode ser pensada fora das rela\u00e7\u00f5es de poder racializadas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Quais s\u00e3o os principais transtornos mentais associados ao racismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: A literatura e a cl\u00ednica apontam a preval\u00eancia de transtornos como depress\u00e3o, ansiedade, s\u00edndrome do p\u00e2nico, transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico e sofrimento ps\u00edquico difuso, muitas vezes n\u00e3o nomeado. No entanto, o que muitas vezes se nomeia como transtorno individual pode ser a express\u00e3o de uma dor hist\u00f3rica e coletiva.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O racismo age como um trauma cr\u00f4nico, considero que \u201ccada crian\u00e7a negra que nasce j\u00e1 vem inscrita com significados que o racismo produziu; poder\u00edamos dizer que as press\u00f5es raciais j\u00e1 se iniciaram e est\u00e3o inscritas, umbilicalmente, naquilo que esta crian\u00e7a traz para sua exist\u00eancia material e emocional\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Como o racismo internalizado se manifesta e qual seu impacto na autoestima?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: O racismo internalizado opera quando a pessoa negra incorpora as imagens, discursos e valores da branquitude como par\u00e2metro de valor. Isso pode se manifestar em autodeprecia\u00e7\u00e3o, desejo de embranquecimento, vergonha da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, da pr\u00f3pria apar\u00eancia ou da ancestralidade. A autoestima, nesse caso, n\u00e3o \u00e9 apenas individual, mas um terreno simb\u00f3lico onde se joga a luta por reconhecimento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Como nos ensina Fanon, o negro, ao se ver pelos olhos do colonizador, muitas vezes adoece por n\u00e3o se reconhecer como sujeito pleno. A cl\u00ednica com pessoas negras ao escutar esses atravessamentos, tem podido reabrir caminhos de reconstru\u00e7\u00e3o concreta, simb\u00f3lica e repara\u00e7\u00e3o, tendo como par\u00e2metro as heran\u00e7as hist\u00f3ricas que as a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas tem possibilitado resgatar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Nesta semana, uma jovem foi v\u00edtima de discrimina\u00e7\u00e3o racial na empresa em que trabalhava por usar tran\u00e7as. Ela denunciou o caso nas redes sociais. Como o preconceito racial no ambiente de trabalho ou escolar contribui para o adoecimento mental?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: Ambientes como escolas e locais de trabalho s\u00e3o espa\u00e7os fundamentais de socializa\u00e7\u00e3o e pertencimento. Esses lugares tem sido um espa\u00e7o de reprodu\u00e7\u00e3o de uma l\u00f3gica do silenciamento, da exclus\u00e3o e ou do isolamento racial, tornando-se dispositivos de sofrimento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Crian\u00e7as e jovens negros que escutam coment\u00e1rios racistas, que s\u00e3o invisibilizados ou hiperexpostos por sua cor, podem viver experi\u00eancias que produzem sentimentos de inadequa\u00e7\u00e3o e inseguran\u00e7a. A jovem do Mackenzie n\u00e3o adoeceu por fragilidade, mas por sobreviv\u00eancia em um ambiente hostil e de intoler\u00e2ncia com os diferentes. A repeti\u00e7\u00e3o cotidiana de microagress\u00f5es e exclus\u00f5es \u00e9 t\u00e3o ou mais devastadora que os ataques expl\u00edcitos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Quais pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o necess\u00e1rias para garantir sa\u00fade mental adequada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: \u00c9 urgente que a Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade Integral da Popula\u00e7\u00e3o Negra seja reconhecida e que os cuidados, pautados pela pol\u00edtica de sa\u00fade mental reconhe\u00e7a o racismo como determinante social do sofrimento ps\u00edquico. Isso implica:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Forma\u00e7\u00e3o antirracista dos profissionais de sa\u00fade. \u2022 Inser\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logas e psicanalistas negras nos espa\u00e7os p\u00fablicos de atendimento.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Programas espec\u00edficos de cuidado para juventudes negras, especialmente em territ\u00f3rios vulnerabilizados.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Articula\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade, cultura e ancestralidade \u2014 entendendo que espiritualidade, oralidade e coletividade s\u00e3o tamb\u00e9m caminhos de cura.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>E que a pol\u00edtica p\u00fablica seja pautada pelo cuidado e acolhimento de todas as vozes, cores e corpos na produ\u00e7\u00e3o do saber e nas decis\u00f5es institucionais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Qual o papel das escolas na preven\u00e7\u00e3o dos sofrimentos mentais e ps\u00edquicos relacionados ao racismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: A escola tem o dever de ser espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, e n\u00e3o de aniquila\u00e7\u00e3o subjetiva. \u00c9 urgente a:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Implementa\u00e7\u00e3o da Lei 10.639\/03 de forma viva, com hist\u00f3rias negras, epistemologias africanas e saberes quilombolas.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Formar educadores para lidar com quest\u00f5es raciais com seriedade, escuta e a\u00e7\u00e3o.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Criar protocolos de acolhimento para situa\u00e7\u00f5es de racismo \u2014 com cuidado psicol\u00f3gico e responsabiliza\u00e7\u00e3o institucional. O sil\u00eancio da escola diante do racismo \u00e9 c\u00famplice da viol\u00eancia e da produ\u00e7\u00e3o de traumas.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 preciso transformar a escola em espa\u00e7o de mem\u00f3ria e exist\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Como o sistema de sa\u00fade pode se tornar mais antirracista?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: Tornando-se capaz de escutar o sofrimento racial sem patologiz\u00e1-lo ou individualiz\u00e1-lo. \u00c9 preciso romper com a suposta neutralidade racial, que ao ignorar o sujeito negros, perpetua o silenciamento. O antirracismo na sa\u00fade exige:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Prontu\u00e1rios que reconhe\u00e7am o impacto do racismo como sintoma.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Protocolos de escuta que levem em conta contextos hist\u00f3ricos.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de supervis\u00e3o para todos os profissionais e cuidado para com os profissionais negros, que tamb\u00e9m sofrem com o racismo institucional.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"967\" height=\"647\" src=\"https:\/\/www.sindser.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-26062\" srcset=\"https:\/\/www.sindser.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image.png 967w, https:\/\/www.sindser.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-600x401.png 600w, https:\/\/www.sindser.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-768x514.png 768w, https:\/\/www.sindser.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-150x100.png 150w, https:\/\/www.sindser.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-450x301.png 450w\" sizes=\"(max-width: 967px) 100vw, 967px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Qual a import\u00e2ncia da psicoeduca\u00e7\u00e3o sobre racismo para profissionais da sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: Sem essa forma\u00e7\u00e3o, o profissional corre o risco de reproduzir a viol\u00eancia racial dentro da escuta cl\u00ednica. A psicoeduca\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Nomear o racismo como produtor de sintomas.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Reconhecer o lugar de privil\u00e9gio branco na cl\u00ednica.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Evitar a retraumatiza\u00e7\u00e3o de pacientes negros ao negar ou minimizar suas experi\u00eancias.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Construir dispositivos cl\u00ednicos que sustentem escutas complexas, onde o trauma racial, o inconsciente hist\u00f3rico e a heran\u00e7a escravocrata possam aparecer.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>A forma\u00e7\u00e3o antirracista n\u00e3o \u00e9 um \u201cextra\u201d, mas um fundamento \u00e9tico e t\u00e9cnico da pr\u00e1tica em um pa\u00eds marcado por s\u00e9culos de escraviza\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal CUT: Como movimentos sociais e coletivos negros contribuem para a sa\u00fade mental da comunidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria L\u00facia: Eles s\u00e3o fontes de vida, repara\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o material e simb\u00f3lica de nossa hist\u00f3ria. Ao nomear o racismo sa\u00edmos da solid\u00e3o, produzimos conhecimento, pertencimento e pol\u00edticas de enfrentamento e afirmamos nossa a dignidade enquanto coletivo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os coletivos s\u00e3o tamb\u00e9m espa\u00e7os de elabora\u00e7\u00e3o coletiva dos traumas hist\u00f3ricos, onde a dor encontra linguagem, escuta e mem\u00f3ria. As experi\u00eancias sofrimento produzido pelo racismo, quando compartilhados coletivamente possibilitam investiga\u00e7\u00e3o, produzem mem\u00f3ria \u2014 e n\u00e3o em sil\u00eancio.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A psic\u00f3loga e psicanalista Maria L\u00facia da Silva explica como o racismo tem impactado a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra, gerando sofrimentos, depress\u00e3o, ansiedade e abalos psicol\u00f3gicos Nas \u00faltimas semanas, casos de racismo e o acirramento de discurso de \u00f3dio reacenderam o debate sobre a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil e no mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26061,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,2],"tags":[],"class_list":{"0":"post-26060","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26060","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26060"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26060\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26063,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26060\/revisions\/26063"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26061"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}