{"id":3410,"date":"2014-11-14T15:26:46","date_gmt":"2014-11-14T15:26:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sindser.org.br\/s\/?p=3410"},"modified":"2021-09-05T09:27:02","modified_gmt":"2021-09-05T09:27:02","slug":"cut-e-movimentos-sociais-marcham-em-sao-paulo-por-reforma-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/cut-e-movimentos-sociais-marcham-em-sao-paulo-por-reforma-politica\/","title":{"rendered":"CUT e movimentos sociais marcham em S\u00e3o Paulo por reforma pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3411\" aria-describedby=\"caption-attachment-3411\" style=\"width: 448px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/sindser.org.br\/s\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/14111485828.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3411\" src=\"http:\/\/sindser.org.br\/s\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/14111485828.jpg\" alt=\"Mais de 20 mil pessoas participaram da manifesta\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou no Masp\" width=\"448\" height=\"336\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3411\" class=\"wp-caption-text\">Mais de 20 mil pessoas participaram da manifesta\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou no Masp<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Avenida Paulista recebeu nessa quinta-feira (13) a maior manifesta\u00e7\u00e3o desde os atos de junho de 2013. E, como naquela ocasi\u00e3o, mais de 20 mil pessoas ocuparam o principal centro financeiro do Brasil para cobrar mudan\u00e7as na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Da mesma forma que no ato do \u00faltimo dia 4, os movimentos deixaram claro que n\u00e3o aceitar\u00e3o qualquer reforma sem a participa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Para a Central e os demais movimentos que organizaram a marcha, as mudan\u00e7as nas regras do jogo devem come\u00e7ar com a convoca\u00e7\u00e3o pelo Congresso de um plebiscito para decidir sobre a forma\u00e7\u00e3o de uma Constituinte exclusivamente voltada a discutir o sistema pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a manifesta\u00e7\u00e3o apontou que a presidenta Dilma Rousseff ter\u00e1 apoio e contar\u00e1 com press\u00e3o das ruas para fazer as reformas pelas quais foi eleita.<\/p>\n<p>&#8220;Esse ato \u00e9 para dizer que acabou a elei\u00e7\u00e3o e o Brasil precisa de uma grande governan\u00e7a que d\u00ea condi\u00e7\u00f5es para a presidenta colocar em seu programa de governo aquilo que o povo escolheu. E o povo votou para fazer uma reforma pol\u00edtica convocada por um plebiscito por meio de uma Constituinte Exclusiva, como a Dilma prop\u00f4s fazer. O povo votou pela agenda progressista e derrotou, pela quarta vez, a agenda retr\u00f3grada. N\u00e3o vamos distorcer qual foi o resultado das urnas&#8221;, lembrou.<\/p>\n<p>Vagner destacou tamb\u00e9m que a Central cobrar\u00e1 ser ouvida sobre as pol\u00edticas que o governo deseja adotar e apontou que o segundo mandato de Dilma ser\u00e1 progressista se os movimentos sociais pressionarem para isso. &#8220;Esse \u00e9 um governo em disputa. A presidenta \u00e9 progressista por ess\u00eancia, mas sofrer\u00e1 fortes press\u00f5es de um Congresso Nacional bastante conservador, inclusive, na base aliada, do Mercado e de parcela da m\u00eddia que \u00e9 panfleto pol\u00edtico. O que estamos fazendo aqui \u00e9 mostrar a ela que tem apoio dos movimentos sociais e das ruas para fazer um governo para o povo e para os trabalhadores.&#8221;<\/p>\n<p>Um dos pontos principais que os movimentos querem discutir na Constituinte \u00e9 o fim do financiamento empresarial das campanhas pol\u00edticas, que elegem majoritariamente os candidatos escolhidos para representar seus interesses no Congresso.<\/p>\n<p>Conforme destaca o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas Sociais da CUT-SP, Jo\u00e3o Batista Gomes, esse modelo faz com que os trabalhadores estejam em menor n\u00famero no parlamento e sofram ataques constantes aos direitos.<\/p>\n<p>&#8220;O resultado desse parlamento distorcido \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da bancada dos trabalhadores, como \u00e9 o caso da jornada de 40 horas e do Projeto de Lei 4330, de 2014, que libera as terceiriza\u00e7\u00f5es e retira direitos. N\u00f3s conseguimos segurar o PL at\u00e9 aqui, mas com uma bancada reduzida de sindicalistas e ampliada de empres\u00e1rios e ruralistas, aumentam as chances de aprova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 parlamentares querendo fazer a reforma pol\u00edtica a partir de projetos que est\u00e3o h\u00e1 duas d\u00e9cadas na Casa e n\u00e3o v\u00eam ao encontro do que o povo quer, que \u00e9 ter voz e vez na pol\u00edtica.&#8221;<\/p>\n<p><b>Atacar o retrocesso<\/b><\/p>\n<p>A militante Paola Estrada, da Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito Popular da Constituinte, ressaltou que n\u00e3o apenas a marcha cresceu como tamb\u00e9m o n\u00famero de movimentos participantes, que chegaram a 500 organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 30 anos n\u00e3o vemos uma campanha t\u00e3o ampla. Mas temos que ficar atentos porque a grande imprensa tenta dissimular at\u00e9 mesmo a fala da presidenta Dilma quando cria a falsa pol\u00eamica entre plebiscito e referendo&#8221;.<\/p>\n<p>Para o membro da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, o ato teve o objetivo de fazer o enfrentamento a uma direita atrasada que tem ido \u00e0s ruas defender posi\u00e7\u00f5es inaceit\u00e1veis para a maioria do povo brasileiro como interven\u00e7\u00e3o militar, impeachment e apoiar a xenofobia e cobrar que o governo avance nas reformas.<\/p>\n<p>&#8220;Ou o governo ceder\u00e1 \u00e0 press\u00e3o da direita, do mercado financeiro, de todos os setores conservadores e adotar\u00e1 uma pol\u00edtica neoliberal, que significa arrocho, desemprego e cortes de investimentos sociais, ou enfrenta desafios de reformas populares. \u00c9 um absurdo que, depois de junho de 2013, a reforma pol\u00edtica ainda n\u00e3o seja um tema que tenha maioria nos poderes pol\u00edticos do pa\u00eds. E que n\u00e3o pautemos a democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o depois daquilo que a revista Veja fez nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es. Ou o governo faz o programa de quem perdeu, ou faz as reformas estruturais&#8221;, apontou.<\/p>\n<p><b>Reforma com forr\u00f3<\/b><\/p>\n<p>A marcha de tr\u00eas horas que saiu por volta das 19h do v\u00e3o livre do Masp, passou por ruas paralelas \u00e0 Paulista, muitas vezes aplaudida por trabalhadores e moradores.<\/p>\n<p>Na Alameda Ja\u00fa, em um dos bairros mais nobres da capital paulista, homens e mulheres, algumas com crian\u00e7as no colo, enfrentavam a chuva ao som do forr\u00f3 de Luiz Gonzaga para valorizar a cultura nordestina e exorcizar qualquer forma de preconceito.<\/p>\n<p>&#8220;A juventude tem outro m\u00e9todo para tomar as ruas, com alegria e a luta do povo&#8221;, falou a representante do Levante Popular da Juventude, Beatriz Louren\u00e7o, em rep\u00fadio a grupos de direita que estiveram no mesmo espa\u00e7o recentemente para cobrar a volta da ditadura militar.<\/p>\n<p>Durante o trajeto, as lideran\u00e7as dos movimentos sindical e social refor\u00e7aram a ideia de que qualquer avan\u00e7o no pa\u00eds passa pela mudan\u00e7a no sistema pol\u00edtico, inclusive, as reformas estruturais citadas por Boulos como a agr\u00e1ria, tribut\u00e1ria, urbana e de democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Sal\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 renda e quem paga imposto \u00e9 assalariado porque o patr\u00e3o escapa da cobran\u00e7a, seja pela capacidade de fugir do fisco ou pela pol\u00edtica do governo federal com a desonera\u00e7\u00e3o nas ind\u00fastrias&#8221;, afirmou o diretor Executivo da CUT Nacional, J\u00falio Turra, ao defender a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>A ex-candidata \u00e0 Presid\u00eancia pelo PSOL, Luciana Genro, enfatizou a import\u00e2ncia da democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. &#8220;O que n\u00f3s temos hoje \u00e9 a ditadura dos donos dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que publicam aquilo que eles desejam e n\u00e3o, muitas vezes, a realidade dos fatos&#8221;, disse em seu discurso.<\/p>\n<p>Segundo o ativista da M\u00eddia Ninja, Rafael Vilela a regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia \u00e9 uma das reformas que devem ser englobadas pela Constituinte da reforma pol\u00edtica e sem a qual n\u00e3o avan\u00e7aremos na constru\u00e7\u00e3o de uma democracia participativa.<\/p>\n<p>Para ele, os grandes jornais e canais de televis\u00e3o n\u00e3o tratam de quest\u00f5es, como a crise da falta de \u00e1gua em S\u00e3o Paulo, de forma plural. &#8220;Essa escassez est\u00e1 ligada a falta de outras pol\u00edticas p\u00fablicas e os territ\u00f3rios afetados s\u00e3o sempre os mesmos: as periferias. A responsabilidade por esta crise \u00e9 do governo de S\u00e3o Paulo, por falta de planejamento porque esta seca j\u00e1 estava prevista&#8221;.<\/p>\n<p><b>Contra o \u00f3dio<\/b><\/p>\n<p>Para o jornalista e doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Leonardo Sakamoto, a reforma pol\u00edtica com participa\u00e7\u00e3o popular \u00e9 o melhor caminho para dialogar com aqueles que se desinteressaram pela pol\u00edtica e foram atingidos pelo processo de despolitiza\u00e7\u00e3o que os setores conservadores buscam fazer.<\/p>\n<p>Segundo ele, o legado de junho de 2013 foi levar o debate p\u00fablico \u00e0s ruas. &#8220;Os jovens demonstraram insatisfa\u00e7\u00e3o e querem participar. Cabe ao governo garantir as reformas necess\u00e1rias para que a participa\u00e7\u00e3o deles se concretize.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com Sakamoto, o melhor enfrentamento \u00e0 trucul\u00eancia \u00e9 atrair as pessoas ao debate para mostrar o equ\u00edvoco do discurso do \u00f3dio.<\/p>\n<p>&#8220;Desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o, a esquerda esteve fora do arm\u00e1rio. Agora, dos \u00faltimos anos para c\u00e1, at\u00e9 por rea\u00e7\u00e3o a governos progressistas, a direita tamb\u00e9m saiu. Por isso, al\u00e9m da gente ter que melhorar o caldo da cultura pol\u00edtica e a percep\u00e7\u00e3o de toler\u00e2ncia \u00e0 diferen\u00e7a, temos que garantir que essas pessoas que est\u00e3o com \u00f3dio, sejam trazidas para dentro do debate e respeitadas. Vai depender das ruas demonstrarem que n\u00e3o \u00e9 dessa forma e por meio da divis\u00e3o da sociedade que avan\u00e7aremos.&#8221;<\/p>\n<p><b>Entenda o plebiscito<\/b><\/p>\n<p>Entre os dias 1\u00ba e 7 de setembro, a CUT e outras 400 organiza\u00e7\u00f5es sociais promoveram um plebiscito popular que resultou em mais de 7,7 milh\u00f5es de votos a favor de uma constituinte exclusiva para reformar o sistema pol\u00edtico e pressionar o Congresso a convocar a consulta oficial.<\/p>\n<p>Para isso, no dia 30 de outubro, foi protocolado na C\u00e2mara o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1508\/2014, de autoria dos deputados Renato Sim\u00f5es (PT-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP), para convocar o plebiscito.<\/p>\n<p>Caso o projeto seja aprovado, os eleitores ir\u00e3o \u00e0s urnas para dizer sim ou n\u00e3o \u00e0 mesma pergunta realizada no plebiscito popular: &#8220;Voc\u00ea \u00e9 a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Pol\u00edtico?&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: CUT com Ag\u00eancia Brasil <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaymyi-creditplus-leads.html\">https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaymyi-creditplus-leads.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/offer\/kredit-nalichnymi-renescans-kredit.html\">https:\/\/credit-n.ru\/offer\/kredit-nalichnymi-renescans-kredit.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaymyi-mili.html\">https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaymyi-mili.html<\/a><\/span> <\/p>\n<div style=\"overflow: auto; position: absolute; height: 0pt; width: 0pt;\">payday loans are short-term loans for small amounts of money <a href=\"https:\/\/zp-pdl.com\/\" rel=\"dofollow\" title=\"zp-pdl.com easy online cash advances\">https:\/\/zp-pdl.com<\/a> payday loans online<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Avenida Paulista recebeu nessa quinta-feira (13) a maior manifesta\u00e7\u00e3o desde os atos de junho de 2013. 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