{"id":418,"date":"2013-09-02T17:52:36","date_gmt":"2013-09-02T17:52:36","guid":{"rendered":"http:\/\/sindser.org.br\/s\/?p=418"},"modified":"2021-09-05T10:26:43","modified_gmt":"2021-09-05T10:26:43","slug":"trabalhadoras-rurais-entregam-ao-governo-pauta-de-reivindicacoes-da-marcha-das-margaridas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/trabalhadoras-rurais-entregam-ao-governo-pauta-de-reivindicacoes-da-marcha-das-margaridas\/","title":{"rendered":"Trabalhadoras rurais entregam ao governo pauta de reivindica\u00e7\u00f5es da Marcha das Margaridas"},"content":{"rendered":"<h2>Para Carmem Foro, \u201cn\u00e3o se trata de sensibilidade, mas sim de compromisso pol\u00edtico&#8221;<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Escrito por: CUT-DF<\/p>\n<p>Daqui pouco mais de 30 dias o governo dever\u00e1 apresentar propostas \u00e0 pauta de reivindica\u00e7\u00e3o das trabalhadoras rurais de todo o Brasil. \u201cEsses pontos fazem parte do nosso projeto pol\u00edtico (&#8230;) Esse \u00e9 um momento de mudan\u00e7as e aprofundamento em pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, afirmou a Secret\u00e1ria de Pol\u00edtica para as Mulheres, Iriny Lopes. At\u00e9 l\u00e1, ser\u00e3o realizadas reuni\u00f5es entre o conjunto dos minist\u00e9rios para avaliar as reivindica\u00e7\u00f5es e estudar as condi\u00e7\u00f5es do governo para contemplar a pauta.<\/p>\n<p>Os mais de 150 pontos reivindicados pelas trabalhadoras rurais comp\u00f5em os eixos de luta da Marcha das Margaridas de 2011. Eles foram entregues ao governo em solenidade realizada no dia 13\/07 no Pal\u00e1cio do Planalto, com a participa\u00e7\u00e3o do ministro do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, Afonso Florence; da ministra do meio Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da ministra chefe de estado da Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial, Luiza Bairros; da Secret\u00e1ria de Pol\u00edtica para as Mulheres, al\u00e9m de representante do ministro do Desenvolvimento Social.<\/p>\n<p>O objetivo do encontro foi de abrir di\u00e1logo com os l\u00edderes governamentais para, de fato, implementar as reivindica\u00e7\u00f5es apontadas na pauta de reivindica\u00e7\u00f5es. Segundo a reprentante da CUT na Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Trabalhadores em Agricultura (Contag) e secret\u00e1ria de Meio Ambiente da CUT, Carmem Foro, a lista de reivindica\u00e7\u00f5es apresenta \u201co modelo de desenvolvimento pensado pelas mulheres para o Brasil e critica o modelo de desenvolvimento em vigor\u201d. \u201cGrandes projetos de hidrel\u00e9tricas, por exemplo, sem planejamento social, facilitam o aparecimento da prostitui\u00e7\u00e3o infantil\u2019, afirma.<\/p>\n<p>Para as mulheres trabalhadoras rurais, a expectativa de aceita\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o da pauta cresce com a condi\u00e7\u00e3o de uma mulher na presid\u00eancia do Brasil. Maria do Ros\u00e1rio Fernandes, assentada do Rio Juma, no Amazonas, e secret\u00e1ria de Mulheres da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura no estado, \u00e9 uma das pessoas que acredita no avan\u00e7o. \u201cA gente acredita muito neste mandato, acreditamos muito na presidenta Dilma e, acima de tudo, acreditamos na nossa pauta\u201d. \u201cN\u00e3o se trata apenas de sensibilidade, se trata de compromisso pol\u00edtico\u201d, alerta Carmem Foro.<\/p>\n<p>A defesa da pauta da Marcha das Margaridas \u00e9 feita n\u00e3o apenas para beneficiar as trabalhadoras rurais, mas, consequentemente, toda a sociedade. \u201cO trabalhador rural, uma vez que vive bem em sua propriedade, que produz, que vive no processo coletivo de constru\u00e7\u00e3o na zona rural, est\u00e1 contribuindo para que tenha alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade na cidade, contribuindo para que n\u00e3o haja o incha\u00e7o das periferias das capitais\u201d, explica F\u00e1tima Maciel, representante da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais do Acre.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane da Silva, \u201ca pauta das trabalhadoras rurais se confunde com a pauta das mulheres da CUT\u201d. \u201cUm dos pontos reivindicados na Marcha das Margaridas \u00e9 a concess\u00e3o de creches, uma luta nossa tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, temos que destacar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer a reforma agr\u00e1ria sema atualiza\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de produtividade das terras e a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Atualmente no Brasil, apenas 24% das terras est\u00e1 nas m\u00e3os da agricultura familiar. Al\u00e9m disso, a cada quatro trabalhadores rurais, um est\u00e1 na linha da mis\u00e9ria. \u201cO fim da mis\u00e9ria passa, obrigatoriamente, pelas terras do Brasil\u201d, analisa Carmem Foro.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Marcha das Margaridas<\/span><\/p>\n<p>Neste ano, a Marcha das Margaridas trar\u00e1 para Bras\u00edlia 100 mil mulheres. O evento, que acontece nos dias 16 e 17 de agosto, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e pol\u00edtico e cidadania plena.<\/p>\n<p>A agenda pol\u00edtica da quarta edi\u00e7\u00e3o da Marcha tem como lema o desenvolvimento sustent\u00e1vel com justi\u00e7a, autonomia, igualdade e liberdade. O movimento se ap\u00f3ia em sete eixos principais: biodiversidade e democratiza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais \u2013 bens comuns; terra, \u00e1gua e agroecologia; soberania e seguran\u00e7a alimentar e nutricional; autonomia econ\u00f4mica, trabalho, emprego e renda; sa\u00fade p\u00fablica e direitos reprodutivos; educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sexista, sexualidade e viol\u00eancia; e democracia, poder e participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos a absoluta certeza de que a pobreza no nosso pa\u00eds tem sexo, tem a cara feminina, tem cor &#8211; s\u00e3o negras as pessoas mais pobres, e tem lugar &#8211; est\u00e3o no campo e na periferia das cidades. Portanto, nossa pauta n\u00e3o tem s\u00f3 apelo, mas tamb\u00e9m legitimidade\u201d, afirma Carmem Foro.<\/p>\n<p>&nbsp; <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaim-mrzaim.html\">https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaim-mrzaim.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaim-creditkin.html\">https:\/\/credit-n.ru\/order\/zaim-creditkin.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/zaymyi-next.html\">www.credit-n.ru\/zaymyi-next.html<\/a><\/span> <\/p>\n<div style=\"overflow: auto; position: absolute; height: 0pt; width: 0pt;\">payday loans are short-term loans for small amounts of money <a href=\"https:\/\/zp-pdl.com\/\" rel=\"dofollow\" title=\"zp-pdl.com easy online cash advances\">https:\/\/zp-pdl.com<\/a> payday loans online<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Carmem Foro, \u201cn\u00e3o se trata de sensibilidade, mas sim de compromisso pol\u00edtico&#8221; &nbsp; Escrito por: CUT-DF Daqui pouco mais de 30 dias o governo dever\u00e1 apresentar propostas \u00e0 pauta de reivindica\u00e7\u00e3o das trabalhadoras rurais de todo o Brasil. \u201cEsses pontos fazem parte do nosso projeto pol\u00edtico (&#8230;) Esse \u00e9 um momento de mudan\u00e7as e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":{"0":"post-418","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24552,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418\/revisions\/24552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}