{"id":730,"date":"2013-09-09T22:25:31","date_gmt":"2013-09-09T22:25:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sindser.org.br\/s\/?p=730"},"modified":"2021-09-05T10:17:44","modified_gmt":"2021-09-05T10:17:44","slug":"negociacao-coletiva-estrategias-e-taticas-da-mediacao-ou-combate-dos-trabalhadores-por-seus-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/negociacao-coletiva-estrategias-e-taticas-da-mediacao-ou-combate-dos-trabalhadores-por-seus-direitos\/","title":{"rendered":"Negocia\u00e7\u00e3o Coletiva: Estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas da media\u00e7\u00e3o&#8230;ou combate dos trabalhadores por seus direitos"},"content":{"rendered":"<h2>Por Helder Molina<\/h2>\n<h2>Historiador, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o UERJ, educador e pesquisador sindical e assessor de forma\u00e7\u00e3o da CUTRJ<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Come\u00e7a o ano, hora de planejar. Um item que n\u00e3o pode faltar \u00e9 a pr\u00f3xima campanha salarial, constru\u00e7\u00e3o da pauta de reivindica\u00e7\u00f5es, articula\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas, mobiliza\u00e7\u00e3o, assembl\u00e9ias, acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, e o nosso \u201cex\u00e9rcito\u201d ( a categoria, a classe) organiza suas \u201carmas\u201d (argumentos, consci\u00eancia, organiza\u00e7\u00e3o\u201d, para o \u201ccen\u00e1rio\u201d do combate, como \u201catores\u201d de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, lutas e conquistas. Hora da negocia\u00e7\u00e3o coletiva. Complexa, longa, cansativa, que exige criatividade, paci\u00eancia, organicidade, unidade e disposi\u00e7\u00e3o de luta, avan\u00e7ar, recuar, avan\u00e7ar de novo. Uma \u201carte da media\u00e7\u00e3o&#8230;ou da guerra\u201d.<\/p>\n<p>Com a constituinte de 1988, que garantiu o direito de organiza\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o sindical dosas trabalhadores(as) do setor p\u00fablico, avan\u00e7amos muito no processo de negocia\u00e7\u00e3o. Mas os governos ainda n\u00e3o respeitam a entidades sindicais como leg\u00edtimas representantes dos interesses e direitos dos(as) trabalhadores(as), e continuam tratando os (as) trabalhadores(as) p\u00fablicos como servos de seus feudos, ou como novos escravos assalariados, no caso do setor privado.<\/p>\n<p>E o conflito na maioria das vezes \u00e9 inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, com o advento das pol\u00edticas neoliberais, houve uma intensifica\u00e7\u00e3o da flexibiliza\u00e7\u00e3o e confisco dos direitos, precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es de trabalho, e uma busca desenfreada pelas terceiriza\u00e7\u00f5es. Hoje temos o direito de greve, mesmo ainda n\u00e3o regulamentado, mas temos que recorrer a ele todos os anos, para negociar. A greve \u00e9 um direito democr\u00e1tico e um instrumento leg\u00edtimo de press\u00e3o assegurado constitucionalmente aos servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A luta sindical abrange diferentes a\u00e7\u00f5es como mobiliza\u00e7\u00e3o, greve, articula\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, entre outras, e leva, quase sempre, a momentos ou a processos de negocia\u00e7\u00e3o em que h\u00e1 disputa de interesses. A negocia\u00e7\u00e3o e conquista dos direitos dos trabalhadores contra o capital e os governos, a luta de classes, a permanente batalha das id\u00e9ias, o confronto cotidiano entre patr\u00f5es e empregados negocia\u00e7\u00e3o, as t\u00e1ticas e estrat\u00e9gias que os trabalhadores constroem para atuarem nos cen\u00e1rios da a\u00e7\u00e3o sindical, como atores pol\u00edticos e sociais, s\u00e3o exemplos concretos do que chamamos de A Arte da Guerra.<\/p>\n<p>Os terrenos da luta de classes s\u00e3o como verdadeiros campos de batalhas. Para enfrenta-lo, os sindicatos devem conhecer e analisar a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, ter a defini\u00e7\u00e3o clara de quem s\u00e3o advers\u00e1rios e aliados nesses processos, ver a for\u00e7a e a disposi\u00e7\u00e3o de luta de seu ex\u00e9rcito os trabalhadores e trabalhadoras, e o deles gestores, patr\u00f5es, governos, eis as condi\u00e7\u00f5es fundamentais para se encaminhar para uma negocia\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o, greve, enfim. Guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, a arte de negociar \u00e9 uma arte de guerrear.<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es, tanto com os patr\u00f5es privados, ou com os prefeitos, governadores, e com o pr\u00f3prio governo federal t\u00eam demonstrado isso. O capital e o Estado capitalista desenvolvem armas potentes para a guerra de classes, entre eles, e contra n\u00f3s.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa para amadores. Aprendemos muito nesses anos, afinal de contas, n\u00e3o tem cabimento fugir do jogo, vamos para o jogo, a disputa, o enfrentamento.<\/p>\n<p>Os governos e as c\u00e2maras municipais, assembl\u00e9ias legislativas, quanto o congresso nacional, s\u00e3o movidos a press\u00e3o, pois h\u00e1 grandes lobbys corporativos dos empres\u00e1rios e dos latifundi\u00e1rios e setores privatistas, que disputam os recursos p\u00fablicos e evitam avan\u00e7ar os investimentos do Estado para a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas mobiliza\u00e7\u00f5es, passeatas, caravanas, acampamentos, ocupa\u00e7\u00f5es, press\u00f5es, greves, tornamos p\u00fablicos os projetos e reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, e disputamos hegemonia na sociedade. Disputamos visibilidade nas m\u00eddias, e e buscamos a legitimidade das ruas.<\/p>\n<p>Enfim, nos tornamos sujeitos pol\u00edticos coletivos, para defender a negocia\u00e7\u00e3o e o avan\u00e7o de nossas pautas espec\u00edficas e gerais. Com Independ\u00eancia pol\u00edtica e organizativa, autonomia em rela\u00e7\u00e3o aos partidos, Estado e patr\u00f5es, e na luta.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o nosso lado, essa \u00e9 a nossa hist\u00f3ria. Assim conquistamos nossos direitos e mudamos a vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Helder Molina &#8211; Historiador, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o UERJ, educador e pesquisador sindical e assessor de forma\u00e7\u00e3o da CUTRJ <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/zakony\/fz-o-creditnih-istoriah\/fz-o-vi.html\">https:\/\/credit-n.ru\/zakony\/fz-o-creditnih-istoriah\/fz-o-vi.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/order\/do-zar.html\">https:\/\/credit-n.ru\/order\/do-zar.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/kredit\/kredit-ckb.html\">https:\/\/credit-n.ru\/kredit\/kredit-ckb.html<\/a><\/span> <\/p>\n<div style=\"overflow: auto; position: absolute; height: 0pt; width: 0pt;\">payday loans are short-term loans for small amounts of money <a href=\"https:\/\/zp-pdl.com\/\" rel=\"dofollow\" title=\"zp-pdl.com easy online cash advances\">https:\/\/zp-pdl.com<\/a> payday loans online<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Helder Molina Historiador, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o UERJ, educador e pesquisador sindical e assessor de forma\u00e7\u00e3o da CUTRJ &nbsp; Come\u00e7a o ano, hora de planejar. 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