{"id":878,"date":"2013-09-10T01:04:48","date_gmt":"2013-09-10T01:04:48","guid":{"rendered":"http:\/\/sindser.org.br\/s\/?p=878"},"modified":"2021-09-05T10:12:56","modified_gmt":"2021-09-05T10:12:56","slug":"estudo-aponta-que-a-cada-duas-horas-uma-mulher-e-assassinada-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindser.org.br\/s\/estudo-aponta-que-a-cada-duas-horas-uma-mulher-e-assassinada-no-pais\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que a cada duas horas uma mulher \u00e9 assassinada no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<h2>A cada duas horas, uma mulher \u00e9 morta no Brasil.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, o assassino \u00e9 o namorado, marido ou ex-companheiro, que mata dentro de casa, ap\u00f3s j\u00e1 ter cometido pelo menos um ato de agress\u00e3o. Os dados constam do Mapa da Viol\u00eancia de 2012 &#8211; Homic\u00eddio de Mulheres e mostram que, em uma lista de 87 pa\u00edses, o Brasil \u00e9 o s\u00e9timo que mais mata. Em 2010, foram 4.297 casos ou 4,4 assassinatos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o por faixa populacional, o Esp\u00edrito Santo \u00e9 o primeiro do ranking. Com taxa de 9,4 mortes, representa o dobro da m\u00e9dia brasileira e o triplo do \u00edndice de S\u00e3o Paulo, o pen\u00faltimo da lista. O Estado do Piau\u00ed \u00e9 o menos violento, de acordo com o estudo elaborado pelo soci\u00f3logo Julio Jacobo, com base nos dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>No mapa das capitais, as Regi\u00f5es Norte e Nordeste s\u00e3o as mais problem\u00e1ticas. Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Boa Vista, por exemplo, t\u00eam mais de dez mortes por grupo de 100 mil habitantes. Na contram\u00e3o, Bras\u00edlia registra 1,7. Mas, seja qual for a regi\u00e3o, as principais v\u00edtimas s\u00e3o, normalmente, mulheres de 20 a 29 anos.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 a primeira a registrar estat\u00edsticas regionais e, por isso, pode representar um marco na defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. &#8220;Quando o assunto \u00e9 viol\u00eancia contra a mulher, n\u00e3o existe uma f\u00f3rmula pronta. Por isso, \u00e9 importante conhecer as realidades locais, para trabalhar cada particularidade, especialmente as culturais. Muitas toleram uma agress\u00e3o em &#8216;nome da honra&#8217;, por exemplo. De toda forma, qualquer que seja o trabalho, ele deve contar com a for\u00e7a policial. Foi assim que o Piau\u00ed se destacou&#8221;, diz Jacobo.<\/p>\n<p>Diferentemente do cen\u00e1rio de viol\u00eancia masculina, a agress\u00e3o contra a mulher dificilmente acontece no bar ou no local de trabalho, mas na resid\u00eancia, nas ruas ou mesmo na escola. Ainda segundo o estudo, o agressor usa, em 53,9% dos casos, armas de fogo.<\/p>\n<p>Maria da Penha<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 14 anos, o \u00edndice nacional de homic\u00eddios de mulheres se manteve est\u00e1vel. A menor taxa registrada no per\u00edodo \u00e9 de 2007, ano em que entrou em vigor a Lei Maria da Penha, que pune o agressor com mais rigor e assegura \u00e0 mulher prote\u00e7\u00e3o policial e da Justi\u00e7a em caso de den\u00fancia. Foram 3.772 casos &#8211; taxa de 3,9. No ano seguinte, por\u00e9m, a curva voltou a crescer, atingindo 4,2.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, de acordo com o hist\u00f3rico do mapa, 91.932 mulheres foram mortas no Brasil. Com dados de 1980 para c\u00e1, a pesquisa mostra que o crescimento efetivo ocorreu at\u00e9 1996, quando a taxa nacional atingiu o pico de 4,6. &#8220;Depois disso, temos redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices, mas eles ainda est\u00e3o longe do ideal. No ranking internacional, o Brasil s\u00f3 fica atr\u00e1s de El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, R\u00fassia, Col\u00f4mbia e Belize.&#8221; Na lista, 44 pa\u00edses t\u00eam taxas iguais ou inferiores a 1.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos conflitos dom\u00e9sticos est\u00e1, segundo o Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o &#8211; especializado em viol\u00eancia contra a mulher -, na constru\u00e7\u00e3o de uma rede protetora que d\u00ea suporte psicol\u00f3gico \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o basta abrir mais delegacias especializadas pelo Pa\u00eds. A mulher dificilmente faz a den\u00fancia imediatamente. Muitas vezes, ela at\u00e9 se sente culpada ou na obriga\u00e7\u00e3o da salvar o casamento. \u00c9 nessa hora que precisa encontrar uma rede de acolhida para desabafar e receber orienta\u00e7\u00e3o, antes de procurar a pol\u00edcia&#8221;, diz Jacira Melo, diretora executiva da entidade.<\/p>\n<p>Tr\u00eas fases<\/p>\n<p>Entre os fatores que dificultam o relato est\u00e1 a proximidade com o agressor. As estat\u00edsticas mostram que, seja qual for a idade da mulher, quem a agride mora em sua casa ou faz parte de sua fam\u00edlia. &#8220;At\u00e9 os 9 anos, ela \u00e9 v\u00edtima dos pais de sangue ou cria\u00e7\u00e3o. Quando se torna adulta, corre o risco de ser espancada pelo marido ou ex. E, j\u00e1 idosa, acaba maltratada pelos pr\u00f3prios filhos&#8221;, relata Jacobo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Adriana Ferraz &#8211; O Estado de S.Paulo <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/offers-zaim\/maxcredit\/index.html\">https:\/\/credit-n.ru\/offers-zaim\/maxcredit\/index.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/order\/kreditnye-karty-reiffeizen.html\">https:\/\/credit-n.ru\/order\/kreditnye-karty-reiffeizen.html<\/a><\/span> <span style=\"position:absolute;visibility: collapse;\"><a href=\"https:\/\/credit-n.ru\/offer\/kredit-nalichnymi-sovcombank.html\">https:\/\/credit-n.ru\/offer\/kredit-nalichnymi-sovcombank.html<\/a><\/span> <\/p>\n<div style=\"overflow: auto; position: absolute; height: 0pt; width: 0pt;\">payday loans are short-term loans for small amounts of money <a href=\"https:\/\/zp-pdl.com\/\" rel=\"dofollow\" title=\"zp-pdl.com easy online cash advances\">https:\/\/zp-pdl.com<\/a> payday loans online<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada duas horas, uma mulher \u00e9 morta no Brasil. &nbsp; Na maioria dos casos, o assassino \u00e9 o namorado, marido ou ex-companheiro, que mata dentro de casa, ap\u00f3s j\u00e1 ter cometido pelo menos um ato de agress\u00e3o. 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