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    Home»Notícias e Artigos»Noticias»Lixo vira exposição com labirinto de material sustentável em Brasília
    Blocos de material reciclável formam labirinto ao lado do Museu Nacional (Foto: Larissa Batista/G1DF )
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    Lixo vira exposição com labirinto de material sustentável em Brasília

    out 19, 2017Updated:set 5, 2021
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    Blocos de material reciclável formam labirinto ao lado do Museu Nacional (Foto: Larissa Batista/G1DF )

    Instalação ao lado do Museu Nacional quer conscientizar sobre importância da coleta seletiva. Estrutura pesa 260 toneladas; placas informativas conduzem visitantes.

    o lado do Museu Nacional, no centro da capital, um labirinto construído com 260 toneladas de lixo reciclável chama a atenção. A instalação, montada com 200 fardos de material reciclável, é um convite aos visitantes para que percorram os caminhos do lixo, e percebam a montanha de resíduos que cada indivíduo deixa para trás todos os dias.

    Nos corredores de lixo reciclado, a experiência é a de estar dentro de um grande labirinto. Alguns, não têm saída, e a cada bloqueio o visitante para diante de placas informativas onde descobre o valor da coleta seletiva, como reutilizar o lixo orgânico, ou ainda o processo de fechamento do Lixão da Estrutural.

    No final do percurso, o visitante consegue entender o caminho que o lixo percorre até chegar ao destino adequado. (veja vídeo abaixo).

     
     
     
     
    Conheça o caminho do labirinto de material reciclável instalado ao lado do Museu Nacional

    Conheça o caminho do labirinto de material reciclável instalado ao lado do Museu Nacional

    Quanto lixo

    De acordo com o Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU), cada pessoa produz, em média,1 kg de lixo por dia. Das 2.712 toneladas recolhidas diariamente no Distrito Federal, apenas 3,2% dos resíduos sólidos são reciclados.

     
    Placas informativas do SLU foram fixadas pelo labirinto (Foto: Larissa Batista/G1DF)

    Placas informativas do SLU foram fixadas pelo labirinto (Foto: Larissa Batista/G1DF)

     

    A partir do próximo mês, segundo o GDF, o lixão deverá servir apenas para recolher resíduos da construção civil, e as cooperativas de catadores serão encaminhadas para as centrais de triagem. Atualmente, a separação do lixo é feita em cinco galpões alugados, mas a previsão do governo é que até 2018 as centrais de triagem definitivas fiquem prontas.

    Lixão x Aterro

     
    Montanha de entulho no lixão da Estrutural, no DF (Foto: Wellington Hanna/G1)

    Montanha de entulho no lixão da Estrutural, no DF (Foto: Wellington Hanna/G1)

    Desde o nascimento de Brasília, a região da Estrutural é utilizada para o depósito de lixo. A área ocupa cerca de 200 hectares e está a apenas 20 quilômetros da Praça dos Três Poderes. Segundo o SLU, só em 2016 foram depositadas 830.055 toneladas de dejetos no local.

    O novo Aterro Sanitário, para onde já está indo o lixo, começou a ser construído em 2012, e o projeto inteiro deve custar mais de R$ 110 milhões. Ele terá 760 mil metros quadrados — incluindo 320 mil destinados a receber rejeitos (materiais não reutilizáveis) — e será construído em quatro etapas. A primeira etapa, com 110 mil metros quadrados, custou R$ 44 milhões aos cofres públicos.

    De acordo com o governo, o aterro deve funcionar por 13 anos, a partir do início das atividades, e receber uma média diária de 2,7 mil toneladas de rejeitos. O novo destino para o lixo do DF fica na DF-180, próximo a Samambaia.

     

    Coleta seletiva

    A coleta seletiva não passa em todas as regiões do Distrito Federal. Os caminhões recolhem lixo seco na Asa Sul e Asa Norte, no Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, SIG, Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras, Vicente Pires, Park Way, Samambaia, Brazlândia, Santa Maria, Candangolândia e Núcelo Bandeirante. O SLU diz que até janeiro de 2018 pretende levar a coleta seletiva para todo o DF.

    Uma pesquisa divulgada pela Companhia de Planejamento do DF(Codeplan) em fevereiro deste ano mostrou que as regiões de classe média são as que mais separam o lixo – Águas Claras, Cruzeiro, Vicente Pires, Guará, Sobradinho I e II, Núcleo Bandeirante, Taguatinga, Candangolândia e Gama.

    Nesses locais, 41,1% dos entrevistados responderam que separam o lixo seco do orgânico. As regiões de alta renda ficaram em segundo lugar, com 30% . E as de baixa renda são as que menos separam, apenas 3,9% dos moradores responderam afirmativamente aos pesquisadores.

    A pesquisa “Coleta seletiva: Percepções e avaliações dos cidadão” também trouxe dados do desconhecimento da população sobre a coleta seletiva. Dos entrevistados, 25,7% afirmaram não saber os dias e horários em que passam os caminhões e nem como separar o lixo corretamente.

    Exposição ‘Labirinto – A saída para o lixo’ 
    Local: ao lado do Museu Nacional
    Até 18 /11
    Gratuito – escolas poderão agendar uma visita guiada
    Informações: 3213 0189

     

    Fonte: G1

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